sábado, 28 de abril de 2018

Falta de leito em UTI no Rio mata mais do que violência policial

Falta de leito em UTI no Rio mata mais do que violência policial

Diariamente, três pacientes morrem por falta de um leito na unidade de terapia intensiva (UTI) no Rio de Janeiro. Os dados são da Defensoria Pública do estado e foram divulgados neste sábado (28) pela revista Veja.
Em média, são 1.095 vítimas da falta de leitos por ano no estado, quase o mesmo número de mortos pelas armas da polícia, que fez 1.127 vítimas em 2017.
Ainda de acordo com a publicação, o cálculo baseia-se apenas nos pedidos de ordem judicial para obrigar o poder público a oferecer vaga a doentes em estado crítico. Sendo que 60% dos pacientes que ganham ação para obter um leito acabam morrendo por conta da espera, pois o prazo médio para obter uma vaga na UTI passou de 24 para 72 horas.
“Mesmo quando o paciente é transferido, a demora já agravou seu quadro de maneira irreversível”, explica Thaísa Guerreiro, coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública, à revista.

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